terça-feira, 9 de junho de 2015

Cartaz - Primeiro Amor

"Um dia pedi a ela para me trazer um jacinto, vivo, num vaso. Ela trouxe e o colocou no consolo da lareira. Só restava, no meu quarto, o consolo da lareira para pôr objetos, a não ser que fossem postos no chão. Eu não passava um dia sem ver meu jacinto. Era cor-de-rosa. Eu teria preferido um azul. No começo ele ia bem, chegou a dar algumas flores, depois capitulou, logo não passou de um caule flácido entre folhas chorosas." (Primeiro Amor - Samuel Beckett)


Cartaz do espetáculo Primeiro Amor, elaborado por Paula Basei.

sábado, 6 de junho de 2015

Nos bastidores

A reestreia do espetáculo Primeiro Amor, inspirado na obra de Samuel Beckett, se aproxima. O trabalho de remontagem, que se iniciou no início do ano, agora está chegando em seus últimos momentos. A peça é forte, é intensa, profunda. A atmosfera criada no espetáculo é fruto de esforço, seriedade e concentração de todos do Grupo Neelic, que estão focados no processo de recriação.

Contudo, por mais denso que seja o espetáculo a ser montado, nem só de momentos sérios é feita uma criação. Abaixo estão algumas fotos do Making Off da recriação de Primeiro Amor (principalmente: dos sorrisos por trás do processo).

Vem amar com a gente!













Fotos de Luciane Pires Ferreira.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O amor pesa

"Nem mais Paris Acredita no Amor" (Fabrício Carpinejar)


"Talvez nunca tenha entendido o sentido de amar: o amor pesa, destrói pontes, deixa os amantes realmente ilhados. E isso jamais foi uma metáfora."

Reestreia de Primeiro Amor.
Última semana de Junho, na Usina do Gasômetro.

sábado, 30 de maio de 2015

Figurinados

Mais do que mero traje do ator, o figurino é um elemento importantíssimo que, em "Primeiro Amor", é essencial para o encontro entre a ficção e a realidade. Rô Cortinhas, figurinista do espetáculo de 2010, manteve a essência da concepção do figurino da primeira versão, mas recriou-o levando em conta as novidades do espetáculo de 2015 e também a mudança de elenco de uma versão para a outra.

A visita ao ateliê de Rô Cortinhas foi um momento agradável de inspiração, criação e descoberta. Com a concepção dos personagens e a atmosfera da peça em mente, a figurinista foi compondo e ajustando os figurinos de cada personagem, até chegar em um todo coeso que agradou muito ao Grupo.

Os registros abaixo são de Luciane Pires Ferreira.










sexta-feira, 29 de maio de 2015

O amor anda impossível?

"Duas cenas, dois perigos, um só dano: entre a simbiose e a desterritorialização vivida como finalidade em si mesma, quem sai perdendo é o amor.

Então o amor é impossível? Nem tanto."

Em tempos de reestreia do "Primeiro Amor", vale a pena conferir a discussão trazida por Suely Rolnik em seu texto "Amor: o impossível... e uma nova suavidade".