sexta-feira, 14 de março de 2014

Dica Cultural: Exposição Genesis


O olhar descolorido sobre os contrastes sociais que marca a fotografia de Sebastião Salgado fez de sua trajetória, iniciada ainda nos anos 1970, um testemunho épico de flagrantes da luta do homem pela sobrevivência.
Em Genesis, projeto que levou novamente o mais renomado fotógrafo brasileiro a cruzar continentes, Salgado deixa de lado os instantâneos de exclusão, miséria e opressão humana para revelar, com seu inconfundível registro em preto e branco, o que ainda se mantém quase intocado no planeta.
Com curadoria de Lélia Salgado, companheira do fotógrafo há 50 anos, Genesis apresenta mais de 245 fotos que oferecem uma síntese de 39 ensaios-reportagens realizados entre 2004 e 2012 em mais de 30 países, distribuídos por África, Ásia, Américas, Oceania e Antártica. Tal jornada, que envolveu expedições a lugares remotos e povos isolados com caminhadas, helicópteros e canoas, é dividida na mostra em cinco núcleos geográficos.
A mudança do foco da desigualdade social para a natureza praticamente preservada que marca Genesis se deu em grande parte pelo envolvimento de Salgado com questões ecológicas. Em Minas Gerais, ele e a mulher mantêm desde 1998 o Instituto Terra, pelo qual desenvolvem um projeto ambiental no Vale do Rio Doce.
A exemplo de ensaios como Trabalhadores (1986-1992) e Êxodos (1994-1999), Genesis é um projeto monumental. Para a série de incursões ao redor do globo, o financiamento se deu por meio de um fundo que reuniu patrocinadores como a mineradora Vale do Rio Doce, além de instituições dos EUA e cerca de uma dezena de revistas e jornais que publicaram partes do trabalho ao longo da realização das viagens.
Depois do livro e da exposição, Genesis ainda terá um documentário, Sal da Terra, assinado pelo cineasta alemão Wim Wenders e por Juliano Salgado, filho do fotógrafo. O lançamento está previsto ainda para este ano.
Visitação: de terça a sexta, das 9h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 21h. Entrada franca. Até 12 de maio.
Local: Usina do Gasômetro (Avenida Presidente João Goulart, 551), em Porto Alegre, fone (51) 3289-8100.
A exposição: parte da programação estendida do 7º FestFotoPOA, apresenta mais de 200 fotografias do ensaio-reportagem Genesis

(Reportagem extraída do Jornal Zero Hora)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Paternidade com Arte!

Bill Gekas é um fotógrafo australiano fascinado pelos trabalhos dos Grandes Mestres, como Vermeer e Rembrandt.
Profissionalmente, ele gostaria de recriar as obras desses grandes pintores… mas não sabia a melhor maneira de fazer isso.
Foi quando ele teve uma ideia maluca de fazer sua filha de 5 anos ser parte do trabalho.
Dá uma espiada:




Quer ver mais do trabalho desse australiano e o brilho dos olhos dessa menina em outras reproduções? Clica aqui



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Estreia d'Os Gringos, neste sábado!

Amigos, vamos estrear!!!

É isso aí pessoal, nossa tão esperada comédia chegou. E será neste sábado, com uma segunda apresentação no domingo.

"Os Gringos à Beira de um Ataque de Nervos" é uma divertida comédia criada pelo Grupo Neelic (Núcleo de Estudos e Experimentação da Linguagem Cênica) para trazer ao teatro e fazer rirem famílias inteiras. A peça foi elaborada a partir do mote da herança cultural latina que temos na miscigenação da qual fomos originados, nós, gaúchos. 
É uma peça leve, composta da relação entre personagens farsescos. Estes personagens foram elaborados a partir da caricaturização de comportamentos e atitudes tanto do gaúcho do interior do Rio Grande do Sul, como também daquele da capital, sempre em fusão com a herança cultural dos países latinos.
A peça tem inspiração na estrutura das comédias de William Shakespeare, porém com um olhar ao momento contemporâneo. O trocadilho do título com o filme de Pedro Almodóvar, evidentemente, não é à toa.

FICHA TÉCNICA DOS PRINCIPAIS ENVOLVIDOS
Direção: Desirée Pessoa
Elenco: Adriano Roman, Vanda Bressiani, Carol Oliveira, Pablo Corroche
Preparação Corporal: Luciana Hoppe
Iluminação: Carol Zimmer

SINOPSE
Duas mulheres à beira de um ataque de nervos por causa de um sedutor canastrão, um marido sangue-quente ciumento que facilmente se altera muitíssimo, um marido calmo, que de tão calmo deixa todos à sua volta enlouquecidos, um casal que queria ser Romeu e Julieta mas não pode, um padre metrossexual, uma batuqueira disfarçada, uma faxineira fascinante, um francês, um espanhol, um gaudério e muitas outras personagens "levemente enlouquecidas". No que tudo isso pode dar? Venha descobrir e se divertir em "Os Gringos à Beira de um Ataque de Nervos"! 

Dias 25 e 26 de janeiro, 21h, na Sala Álvaro Moreyra, pelo Porto Verão Alegre!



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

É amanhã! Sarau com entrada franca!

Então, pessoal, é amanhã!
Nosso já consagrado Sarau do Neelic este ano ocorrerá mensalmente. E amanhã é o primeiro.
Será com entrada franca, na Sala 400 da Usina do Gasômetro, às 18h30min.
É só chegar e participar, propondo alguma apresentação, de forma bem livre, ou como espectador.
Então, amanhã, 18.01.2014, às 18h30min, te esperamos! Vem e traz tua arte!!!


Dica de leitura sobre o Renascimento e a ideia de arte que temos hoje

Num ensaio exclusivo à Revista Bravo, o filósofo Lorenzo Mammì explica por que o período cunhou a ideia de arte que temos hoje. 
abaixo, seguem dois trechos do texto e uma imagem. O escrito, na íntegra, você pode conferir no link http://bravonline.abril.com.br/materia/guia-do-renascimento-para-o-seculo-21


Figuras históricas perdem seus contornos quando se tornam valores absolutos e até sua própria existência chega a ser posta em dúvida. Caso exemplar é o de William Shakespeare, cuja importância cresceu tanto que, a partir do século 18, começou-se a questionar se ele era realmente o autor de seus dramas. Algo semelhante aconteceu com o Renascimento. De início, o termo indicava a arte produzida na Itália entre os séculos 15 e 16, exemplar para todos os artistas que se seguiram. Em meados do 19, quando começava a perder força como paradigma estético, assumiu um significado muito mais amplo e indeterminado. Na História da França de Jules Michelet (1855), passa a indicar uma época inteira, entre a Idade Média e a Moderna. Em 1860, o historiador suíço JacobBurckhardt publica A Cultura do Renascimento na Itália, em que “homem do Renascimento” se torna uma categoria antropológica, um modelo de vida. E aí começam os problemas. 



“ASSASSINATO DE ABEL” (1550-1555), de Tintoretto - Os artistas da escola renascentista veneziana de pintura delinearam uma nova concepção da figura, em termos de gosto e da relação com a luz e o espaço. A tela de Jacopo Robusti (1518-1594), o Tintoretto, é reputada por especialistas como antecessora importante do dramático estilo desenvolvido por Caravaggio no final do século 16. Representa o momento em que Caim mata Abel. O artista ressaltou a musculatura masculina sob tensão, seguindo uma pintura de Ticiano com o mesmo tema. No centro da grande tela, de quase 2 m de largura, a mão esquerda de Abel comunica toda a sua surpresa.