"O teatro é o lugar onde uma ação é conduzida à sua realização por corpos em movimento diante de corpos vivos a serem mobilizados."

(Jacques Rancière)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dica do Pós em Artes Cênicas UFRGS


           O Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas convida para a aula-demostração De onde viemos para onde estamos indo: os viewpoints como procedimentos de criação e jogo, com o Prof. Narciso Telles, da Universidade Federal de Uberlândia.

Data e horário: dia 29 de maio, terça-feira, às 9h30
Local: Sala Alziro Azevedo do Departamento de Arte Dramática

Ator, pesquisador, doutor em Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2007), Narciso Telles atualmente é professor do Curso de Teatro (licenciatura e bacharelado) e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal de Uberlândia, de que é o atual coordenador. Tem experiência na área de Artes/Teatro, com ênfase em Interpretação e Pedagogia do Teatro, atuando principalmente nos seguintes temas: teatro de rua, improvisação, atuação e ensino do teatro. Membro do Coletivo Teatro da Margem/Uberlândia-MG. De onde viemos para onde estamos indo compartilhará alguns dos resultados parciais do Projeto de Pesquisa Aprender a aprender: os viewpoints como procedimentos de atuação e jogo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Dica de Café Filosófico: Verdade e Mito!


Pessoal, 

Fica a dica do Café Filosófico do IPA, deste mês.

Abraços!


Café Filosófico

Tema: A verdade do Mito e o mito da Verdade: dúvidas sobre Mito e Verdade

Convidado: Prof. Doutor Norberto da Cunha Garin  ( Rede Metodista do Sul)

Quando: Sábado, 26/05/2012, das 15h às 17 h

Onde: Livraria Nova Roma - Rua Gen. Câmara 394 (É a Rua da Ladeira, ali no centro!)

Apresentação do Tema:

"A sociedade contemporânea tem se reportado ao mito como sendo uma 'mentira', mas ele está tão presente em nosso cotidiano como na Grécia do século VI a.C. e dependemos dele para sobreviver; por outro lado, enaltecemos o mito do cientificismo como 'verdade' absoluta enquanto as constatações científicas são relativizadas a todo o momento. Onde está a verdade? Onde está o mito? Existe relação entre ambos?"

Entrada Franca!


segunda-feira, 21 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fim da temporada e peça com entrada franca em POA!

Pessoas amigas que nos acompanham!

É com muita satisfação e leveza no coração que compartilhamos com vocês o fim da mais bem-sucedida temporada de apresentações de um espetáculo do Grupo Neelic: Portas do Invisível. 

Tamanho sucesso é sintoma para nós de que o trabalho está crescendo forte e saudável, como deve ser.

Deixamos abaixo então uma última foto, de despedida provisória.



Agora, para tudo ficar mais feliz, trouxemos uma dica cultural: O FEIO, com apresentações gratuitas todas as quartas de maio.

Tá tudo aí embaixo, podem conferir.

Abraços sempre fortes,



Fica em cartaz todas as quartas de maio o espetáculo ''O Feio'' na Sala Alziro Azevedo. Comédia sobre a obsessão com a beleza escrita pelo dramaturgo alemão Marius Von Mayenburg, "O Feio" discute a questão da identidade em um mundo marcado pela fragmentação e pela mercantilização de tudo.

A peça narra a história de Lette, um criativo engenheiro de sistemas elétricos que pensava que era “normal”, mas no dia em que a empresa onde trabalha o proíbe de participar da promoção de sua mais recente invenção industrial, a tomada de alta tensão 2CK, ele descobre que é “feio”. Convencido – inclusive por sua mulher – da sua catastrófica feiúra, Lette acaba se dirigindo a um cirurgião plástico que lhe cria o rosto ideal, tornando-o irresistível à sua mulher, a uma série de admiradoras no circuito de palestras e até mesmo à chefe de uma grande empresa e ao seu filho gay.

Dirigido por Mirah Laline, "O Feio é trabalho originado na disciplina Atelier de criação e composição cênica I do Departamento de Arte Dramática do Instituto de Artes da UFRGS.



A temporada de ''O Feio'' é atividade do Projeto Teatro, Pesquisa e Extensão da UFRGS, mostra de teatro universitário aberta ao público promovida pelo Departamento de Arte Dramática do Instituto de Artes e que tem como objetivo questionar temas, metodologias, processos e resultados de investigações. As apresentações acontecem nas quartas de maio em duas sessões, ás 12h30 e às 19h30, sempre com entrada franca.

Ficha técnica
Autor: Marius Von Mayenburg 
Tradução: Klinger Carvalho e Mirah Laline 
Direção: Mirah Laline 
Atores: Danuta Zaghetto, Marcelo Mertins, Paulo Roberto Farias e Rossendo Rodrigues. 
Orientação de direção: Patrícia Fagundes 
Orientação de atores: Luciane Olendzki 
Fotos: Filipe Rossato

 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Programação quente!


Gente, abaixo seguem duas programações muito quentes!

Fiquem ligados, que o teatro em Porto Alegre tá ficando uma belezura!


Portas do Invisível


Espetáculo teatral maravilhosamente recomendado pela crítica especializada! 


Tá duvidando? Confere lá!


Deixa de ser lock e vem abrir tuas portas! (Pra ser lock de outro jeito, hahaha...)

Até 13 de maio (sexta a domingo), às 20h, no Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana.

Link no youtube:



A outra programação quente é um seminário que a UFRGS tá organizando, bem bacaninha. Então, ficaadica!!!


Seminário Cena Contemporânea e Universidade - Conexões


Como a universidade dialoga com o complexo e multidimensional panorama da cena contemporânea? Além do diálogo, em que medida a universidade compõe a própria cena brasileira? O seminário pretende discutir aspectos dessa rede de relações, reunindo artistas-investigadores e docentes do DAD - UFRGS e de outras universidades do Brasil em dois encontros temáticos. Cada encontro terá a duração de 3 horas, incluindo debate com público. Além dos encontros, o evento promoverá a realização de três workshops com professores convidados. O projeto é uma realização do Departamento de Arte Dramática da UFRGS e do Serviço Social do Comércio (SESC/RS), com apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS. Integra a programação do 7º Festival Palco Giratório SESC.

16/05– 15 as 18h – Sala Alziro Azevedo (Av. Salgado Filho, 340)
Criação em arte: pedagogias profanas
Mesa redonda com os professores: Tania Alice (Unirio), Carlos Mödinger (UERGS), Vera Bertoni e Suzy Weber (UFRGS)
Mediação: Mirna Spritzer (UFRGS)


18/05– 15 as 18h – Sala Alziro Azevedo
O espaço da encenação: direções possíveis
Mesa redonda com os professores Fernando Villar (Universidade de Brasília – UnB), Beth Lopes (Universidade de São Paulo – USP), Patrícia Fagundes (UFRGS) e Inês Marocco (UFRGS)
Mediação: Marta Issacsson (UFRGS)


WORKSHOPS:

Inscrições, gratuitas, até o dia 7/05. Os interessados devem enviar email para festival@sesc-rs.com.br com breve currículo ou carta de intenção. Aguardar retorno de confirmação, por email.

Experiências performáticas, com Beth Lopes.
Dia 17/05, das 14 as 17h.
A ideia é proporcionar um espaço de experiências com o corpo que sejam únicas para cada performer seguir, mais tarde, as suas próprias investigações.
Beth Lopes é professora da USP e atua na Interpretação Teatral. Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Maria (1979), Mestrado (1992) e Doutorado (2001) em Artes Cênicas pela USP, Pós-doc no programa de Linguística da UFSM sobre a Memória do Ator (2006) e um segundo Pós-doc sobre performance na Tisch School of the Arts, na New York University (2009-2010). Como encenadora desenvolve a prática da sua pesquisa artística com a Companhia de Teatro em Quadrinhos. Sua produção artística, pedagógica e teórica está direcionada para os seguintes temas: bufão, ator-performer, treinamento, Viewpoints, Suzuki, dramaturgia do performer e da memória, performance, re-enactmente, análise do discurso, teatro-dança, teatro antropológico e contemporâneo.


A meditação como possibilidade criativa para o ator/performer, com Tania Alice.
Dia 17, das 9 as 12h.
O workshop oferece uma breve introdução as técnicas da meditação tibetana e uma reflexão teórico-prática sobre como estas técnicas podem potencializar a criação do ator/performer
Tania Alice é professora adjunta da UNIRIO, onde atua como artista-pesquisadora na Graduação e na Pós-Graduação. Investiga de forma cênico-performática questões como a circulação dos afetos na arte contemporânea ou temas como pobreza, heroísmo e sacrifício na sociedade atual. Possui Graduação em Letras e Artes pela Université de Strasbourg III (1998), Mestrado de criação contemporânea (2000) e Doutorado em Letras e Artes (Performance) pela Université de Provence Aix-Marseille (2003). Pós-Doutorado pela UFRJ (criação teatral e performática contemporânea). Publicou "Performance.ensaio- (des)montando os clássicos" (FAPERJ/CNPq). E diretora e artística e performer, junto com Gilson Motta, do Coletivo de Performance "Heróis do Cotidiano", que realiza micro-utopias no espaço urbano.


Teatro Performance, com Fernando Villar.
Dia 18, das 9:30 as 12:30.
Oficina de criação e composição cênica.
Fernando Villar é autor, encenador, diretor e professor. Graduação em Licenciatura Educação Artística - Artes Plásticas pela Universidade de Brasília (1983), pós-graduação em Direção no Drama Studio London (1991) e Ph.D em Teatro no Queen Mary College da University of London (2000). Professor do Departamento de Artes Cênicas da UnB desde outubro de 1991 e do Mestrado em Arte Contemporânea do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UnB de 2002 a 2010. Coordena o Laboratório Interdisciplinar de Investigação e Ação Artística (LIIAA) e os Grupos CHIA, LIIAA!! e Chia Lia Jr. Trabalha e pesquisa interpretação e encenação, William Shakespeare, teatro performance, poéticas contemporâneas, teatro brasiliense e hibridismos artísticos.


Nos vemos por lá! Valeu!


terça-feira, 1 de maio de 2012

News de Portas do Invisível - Matéria na TVE!!!


Bom dia, gentem!!!

Mais uma notícia fresquinha sobre "Portas do Invisível", o espetáculo mais maravilhoso de todos os tempos da história do teatro (pelo menos na nossa opinião, hehehehe...): nossa diretora, Desirée Pessoa, esteve na TVE dando entrevista sobre a peça.






A gente achou que seria bacana dividir com todo mundo, e aqui está!

Ele está publicado lá no canal do Grupo Neelic no Youtube. Ainda não conhece? O link é http://www.youtube.com/user/neelic8. Dá uma olhada lá, que a gente fez ele pra ti.

Ah, e não esquece: Portas do Invisível - sextas, sábados e domingos somente até 13 de maio, às 20h, no Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana.

Um beijão e te esperamos lá na peça!



sábado, 28 de abril de 2012

Saiu a crítica do Hohlfeldt e adivinha?

Gente!!!

Saiu a crítica do Hohlfeldt sobre o "Portas do Invisível" e é simplesmente maravilhosa!!!

Bem, a gente tem dito por aí que tu não pode perder a peça e tal. Te convenceu agora? Vem, vem! Mas corre, porque o tempo voa e não é mole abrir as portas!

Tá, tá ali embaixo a crítica. Dá uma olhada e vem ver a peça!

Abraços,




Início de uma trilogia, comemoração de uma caminhada
Antônio Hohlfeldt
Notícia da edição impressa de 27/04/2012


Nas comemorações dos dez anos do Grupo Neelic de teatro, sua idealizadora e principal diretora de espetáculos, Desirée Pessoa, apresenta-se, ela mesma, no palco, no espetáculo chamado Portas do invisível, primeiro de uma trilogia de trabalhos sob a denominação de Trilogia sensível.

O trabalho, com cerca de uma hora de duração, traz o Neelic para fora de seu espaço habitual, a Usina do Gasômetro. Aqui, estamos no flexível espaço da Sala Carlos Carvalho, da Casa de Cultura Mário Quintana. O espaço cênico é de Marçal Rodrigues, que assina, com Desirée Pessoa, o roteiro e a direção do espetáculo.

Fotografia de Kiran León. Espetáculo 'Portas do Invisível'.

Desirée realiza um trabalho autoral, pois se apresenta em trabalho solo. O formato lembra os antigos e clássicos textos enquadrados, isto é, há uma situação geral que serve de passe-partout para as demais encenações. No caso, o trabalho abre-se com um texto que fala a respeito das diferentes perspectivas da mulher, para depois se desdobrar em múltiplos textos clássicos em que as personagens femininas - fortes, como diz a atriz e diretora - avultam: a Antígona, de Sófocles; a Medeia, de Eurípides; e a Lady Macbeth, de Shakespeare. Imagina-se que outras personagens surgirão nos dois espetáculos seguintes.

No trabalho aqui apresentado, a atriz muda constantemente de personalidade. Assim como assume a perspectiva de Antígona ou de Medeia, interrompe repentinamente seu trabalho, ao toque de chamado de um telefone celular, para marcar sucessivos encontros com interlocutores que se apresentam do outro lado da linha, anônimos. A situação, evidentemente, sugere alguma garota de programa a garantir seu sustento, mas tal situação não evolui, ao longo do espetáculo e, portanto, torna-se mera especulação. Serve, contudo, para que observemos a radical transformação da impostação corporal, da entonação vocal, da própria personalidade, enfim, que temos no palco.

Espetáculo fortemente marcado pelo tempo lento, como se se tratasse de um ritual a que a plateia é convidada a assistir, Portas do invisível é um claro exercício de superação a que a diretora/atriz se submete, como que pretendendo mostrar o quanto ela - diretora - é capaz de realizar, enquanto atriz.

Pela formatação do espaço (neste caso, relativamente semelhante ao da sala em que habitualmente o grupo se apresenta), a interação da atriz com a plateia é permanente e bastante forte, tanto que, em certo momento, ela entrega a alguns dos espectadores uma carta que busca entre as cordas que se acham dependuradas, ocupando todo o espaço cênico, sem, contudo, prejudicar o movimento da atriz, porque se encontram situados acima de sua cabeça. Cada uma dessas cordas, vê-se então, possui o mesmo tipo de envelope e de carta, aparentemente também de igual teor, na qual a realizadora agradece ao espectador por ter vindo assistir ao espetáculo. O texto aproveita para destacar que, nesta nova fase de comemoração, os espetáculos experimentais investirão em trabalhos híbridos, mesclando dança e teatro. Aqui se verifica, então, a qualificação da intérprete. Mais que uma atriz, Desirée Pessoa tem preparo de bailarina, e isso fica evidente no movimento que desenvolve em cena, ao longo de todo o trabalho.

Não se trata, este Portas do invisível, de um espetáculo simples e digestivo. É um trabalho experimental, claramente pensado para um público que vem acompanhando o grupo e que, efetivamente, gosta de teatro. Daí a intimidade buscada entre a intérprete e a plateia, o que resulta num trabalho mais intimista que experimental, capaz de sensibilizar o espectador. A esperar, agora, os próximos espetáculos que nos permitirão, ou não, avaliar no seu conjunto a proposta apresentada.      

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Um pouquinho de Magritte

"... a paisagem leva-nos a pensar na noite, o céu no dia. Na minha opinião, esta simultaneidade de dia e noite tem o poder de surpreender e de encantar. Chamo a este poder poesia" - Magritte

René Magritte," O império da luz".

domingo, 22 de abril de 2012

Estreia perfeita de "Portas do Invisível"

Quando a gente trabalha muito mesmo por alguma coisa, não tem outra alternativa senão dar tudo certo.

Assim foi na estreia de "Portas do Invisível". Impecável estreia. Por ora trouxemos para cá apenas algumas fotos, das muitas feitas pelo nosso fotógrafo Kiran León, apenas para lembrá-los de que hoje é o último dia deste findi.

Durante a semana postaremos fotos de bastidores, dos preparativos da técnica e outras de cena.

Então, vem pro teatro abrir tuas portas, que estamos te esperando!

Não esquece: 20 de abril a 13 de maio (sexta a domingo), às 20h, no Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana.






terça-feira, 3 de abril de 2012

Nossas Influências: Odin Teatret

Mais um post sobre nossas influências de trabalho! Neste, trazemos um pouquinho sobre a Antropologia Teatral e a prática do Odin Teatret, dirigido por Eugenio Barba. Boa leitura!


"A Antropologia Teatral, e o conjunto de práticas cênicas associadas a este campo, definem o que Eugênio Barba chamou de Terceiro Teatro. 

Para o Odin Teatret, o teatro se constitui em dois extremos: de um lado, o teatro institucional, protegido e subvencionado pelos valores culturais alojado, principalmente, na lógica da indústria do divertimento e, por outro lado, o teatro de vanguarda, experimental, de pesquisa, que procura uma originalidade, defendendo-se em nome de uma superação necessária da tradição, aberto para o que de “novo” ocorre nas artes e na sociedade. 

O Terceiro Teatro seria então uma terceira vertente, a zona teatral que vive à margem desses dois teatros, fora dos grandes centros culturais, e se aloja na periferia. Por definição de Barba “um teatro de pessoas que se definem atores, diretores, homens de teatro, quase sempre sem terem passado por escolas tradicionais de formação ou pelo tradicional aprendizado teatral, e que, portanto, não são ao menos reconhecidos como profissionais” (BARBA, 1994 p.143). 

O Terceiro Teatro não se pautaria pelas leis de oferta e procura que caracterizam o mercado, nem estaria orientado pelo gosto corrente, buscando assemelhar-se ao padrão do teatro comercial. O Terceiro Teatro, pela força de um trabalho contínuo, buscaria estabelecer um espaço próprio, que seria propício ao grupo independente, e estaria fundamentado no respeito das diferenças. 



"O que parece definir o Terceiro Teatro, o que parece denominador comum entre grupos e experiências tão diferentes, é uma tensão dificilmente definível. É como se as necessidades pessoais, às vezes nem formuladas a si mesmo – ideais, medos, múltiplos impulsos que se manteriam opacos – quisessem se transformar em trabalho, com uma postura que externamente é justificada como um imperativo ético, não limitado à profissão, mas estendido à totalidade da vida cotidiana. Este é o paradoxo do Terceiro Teatro: mergulhar-se, como grupo, no círculo da ficção para encontrar a coragem de não fingir" (BARBA, 1991, p.144)."

In: EUGÊNIO BARBA E O TEATRO DE GRUPO, Valéria Maria de Oliveira (Atriz/pesquisadora do Grupo Porto Cênico, docente da Universidade do Vale do Itajaí, membro da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas - ABRACE). 


sábado, 31 de março de 2012

Dica da Semana: Além do Apartheid

Gente,

Nossa dica da semana é uma exposição que tá rolando lá no Gas, sobre a África contemporânea!

Abaixo tem todas as informações e datas/horários da programação.

Abraços!


ALÉM DO APARTHEID

NA ÁFRICA CONTEMPORÂNEA

Essencialmente sincrética e miscigenada, a África do Sul destaca-se do “continente esquecido” como uma sociedade emergente em termos culturais, políticos e econômicos. À fusão racial promovida pelo colonialismo holandês e britânico entre os séculos XVII e XIX e os terríveis anos do Apartheid, somou-se a atual imigração originada em nações vizinhas, como o Zimbabue, fazendo do país um tabuleiro cultural cuja intrincada trama promoveu a assunção de uma cena artística contemporânea extremamente consistente e criativa. Para dar visibilidade a este movimento, a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre inaugura no próximo dia 27 de março, às 19h, uma nova programação em dois espaços na Usina do Gasômetro, Além do Apartheid – Raça, Sexo e Política na África Contemporânea, que inclui uma exposição na Galeria Lunara (5º andar) e uma mostra de 11 filmes na Sala P. F. Gastal (3º andar).


Foto de David Goldblatt


A EXPOSIÇÃO

A exposição coletiva que ocupa a Galeria Lunara traz pela primeira vez a Porto Alegre uma pequena mas significativa mostra da arte produzida na África do Sul, seja por sul-africanos ou mesmo por imigrantes vizinhos lá residentes ou tornados conhecidos por galerias daquele país. A mostra inclui nomes consagrados como William Kentridge (já conhecido dos porto-alegrenses por sua participação na Bienal do Mercosul) e David Goldblatt, a jovens expoentes como Dan Halter, Jodi Bieber e Kudzanai Chiurai, passando por Nontsikelelo Veleko, Athi-Patra Ruga e Cameron Platter.
Segundo o Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, Bernardo José de Souza, “a produção artística da África do Sul cresce em qualidade e visibilidade, ao lado de nações igualmente emergentes como a brasileira, a chinesa, a muçulmana, a hindu e a russa, mas diferentemente da nossa produção, porém, a deles possui caráter eminentemente político, não no sentido aviltante da arte política, e sim no de uma arte cujos frutos estão embebidos em política, justamente por se originarem no altruísmo e não no refresco da alienação”.
    


MOSTRA DE FILMES

Entre os dias 27 de março e 8 de abril, a Sala P. F. Gastal recebe uma mostra reunindo 11 títulos, entre trabalhos ficcionais e documentários, incluindo obras assinadas por diretores africanos e títulos que abordam o tema do Apartheid na África do Sul e as relações das nações colonialistas européias com o continente africano. A mostra tem o apoio da Cinemateca da Embaixada da França do Rio de Janeiro e da MPLC.


Programação:


Pessoas Classificadas (Classified People), de Yolande Zauberman (França, 1987, 60 minutos). Filmado clandestinamente na África do Sul, este filme denuncia as fendas sociais e afetivas causadas pelo Apartheid. Em 1948, a vida de Robert, que acreditava ser branco, balança. Ele é classificado como mestiço, e sua mulher e seus filhos, que "continuam brancos", o renegam. Ele refaz sua vida com Doris, que é negra, e juntos eles nos contam, com humor e cumplicidade, sua história trágica. Exibição em DVD.

A Comissão da Verdade (La Commission de la Vérité), de André Van In (França, 1999, 138 minutos). Chegar a uma sociedade realmente democrática; eis a tarefa da "Comissão para a Verdade e a Reconciliação", instituída na África do Sul por Nelson Mandela. Composta por 17 membros sob a conduta de Monseigneur Desmond Tutu, esta comissão será retransmitida em todos o país pelos grupos ditos "Khulumani" ("Libere a voz"). Ela vai reunir, durante um pouco mais de um ano, vítimas, perseguidores e testemunhas do Apartheid para trazer a verdade sobre o passado. O diretor recebeu autorização de acompanhar, durante toda a sua duração, este inacreditável processo que ajudou a reformular a nação. Exibição em DVD.

A Última Sepultura em Dimbaza (Dernière Tombe à Dimbaza, de Nana Mahamo) (França/África do Sul, 1972, 55 minutos). Filmado clandestinamente na África do Sul em 1972, este documentário desvenda a política do Apartheid. Ele descreve as condições de vida inumanas dos negros no país, onde falar sobre o Apartheid já levaria à prisão. Dimbaza era um destes guetos de confinamento com seu cemitério de crianças mortas por desnutrição. Em muitas das imagens da época, Nana Mahamo reconstitui as diferentes etapas da colonização européia na África do Sul. Exibição em DVD.

Bal Poussière, de Henri Duparc (França, 1988, 91 minutos). Semi-Deus, rico fazendeiro de uma cidade da Costa do Marfim, possui cinco mulheres. Ele decide se casar com uma sexta. Dessa forma, ele terá uma mulher para cada dia da semana, e no domingo ele descansará e recompensará aquela que se comportar melhor. Mas com Binta, a nova esposa, moça moderna e esclarecida, os conflitos não tardam a acontecer. Exibição em DVD.

Kodou, de Ababacar Makharam (França/Senegal, 1971, 89 minutos). Uma garota, Kodou, se submete a uma prática antiga de tatuagem ao redor da boca particularmente dolorosa. Ela se enfurece no meio da cerimônia, ofendendo assim gravemente as tradições seculares da vila. Desde então, a garota confinada por quarentena vai enlouquecer. Desamparada, sua família se deixa convencer de levá-la para um hospital psiquiátrico dirigido por um médico europeu, o que não surte efeito. Seus pais decidem então submeter Kodou a uma prática de exorcismo tradicional. Exibição em DVD.

Rostos de Mulheres (Visages de Femmes), de Désiré Ecaré (França, 1984, 105 minutos).No interior da Costa do Marfim, Nguessan, casada com um homem que ela não ama, se encanta com o irmão mais novo de seu marido que vem da capital. Uma outra camponesa, Fanta, também é apaixonada pelo rapaz e para se defender de seu marido ciumento ela aprende karatê. Em Abidjan, Bernadette, uma mulher inteligente, dirige um estabelecimento de poções, mas ela se dá conta de que sua vizinhança aproveita muito pouco dos benefícios que ela faz. Três retratos que mostram a luta cotidiana de mulheres africanas para obter um lugar justo dentro da sociedade. Exibição em DVD.

Eu e Meu Branco (Moi et Mon Blanc), de Pierre Yameogo (França/Burkina Faso/Suécia, 2003, 90 minutos). Mamadi, estudante de Burkina Faso, e Frank, jovem francês, trabalham como vigias noturnos num estacionamento. Através das telas do equipamento de segurança acompanham as idas e vindas, a prostituição e o tráfico de drogas que acontece entre o movimento dos automóveis. Uma noite, Mamadi descobre um embrulho abandonado, com drogas e dinheiro, e decidem ficar com ele. Nessa aventura, cada um deles vai descobrir o mundo do outro. Exibição em DVD.

Abouna, de Mahamat Saleh Haroun (França/Chade, 2002, 81 minutos). Tahir, de 15 anos, e Amine, de 8, descobrem ao acordar que seu pai foi embora misteriosamente. A frustração é maior, porque naquele dia, ele devia ser árbitro do jogo de futebol entre os garotos do bairro. Decidem portanto sair à sua busca pela cidade, em todos os lugares em que ele costumava ir. Cansados, acabam se refugiando em salas de cinema, onde um dia acreditam reconhecer seu pai na tela. Exibição em DVD.

O Preço do Perdão (Le Prix du Pardon), de Mansour Sora Wade (França/Senegal, 2001, 90 minutos). Um espesso nevoeiro cobre há vários dias uma aldeia da costa sul do Senegal, e impede as pirogas de entrar no mar. O velho religioso da aldeia está moribundo e não pode executar os ritos. Seu filho de 20 anos, Mbanik, ganha a confiança da população e cativa a jovem Maxoye. Mas seu sucesso desperta a inveja de Yatma, seu amigo de infância. Exibição em DVD.

Assassinato Sob Custódia (A Dry White Season), de Euzhan Palcy (EUA, 1989, 97 minutos). Ben du Toit (Donald Sutherland) é um professor na segregacionista África do Sul dos anos 1970. Consciente da realidade do seu país, na qual os negros são assassinados sem o menor motivo e os assassinos são protegidos pelo regime dominante, ele resolve enfrentar o sistema. Exibição em DVD.

Um Grito de Liberdade (Cry Freedom), de Richard Attenborough (Inglaterra, 1987, 157 minutos). A tensão e o terror presentes na África do Sul do Apartheid são vivamente retratados nesta arrebatadora história dirigida por Richard Attenborough sobre o ativista negro Stephen Biko (Denzel Washington) e um editor jornalístico branco liberal que arrisca a própria vida para levar a mensagem de Biko ao mundo. Depois de travar contato com os verdadeiros horrores do Apartheid através dos olhos de Biko, o editor Donald Woods (Kevin Kline) descobre que o amigo foi silenciado pela polícia. Determinado a não deixar que a mensagem de Biko seja abafada, Woods empreende uma perigosa fuga da África do Sul para tentar levar a incrível história de coragem de Biko para o mundo. Exibição em DVD.


GRADE DE HORÁRIOS

Primeira Semana

27 de março (terça-feira)
17:00 – Assassinato Sob Custódia

28 de março (quarta-feira)
19:00 – A Comissão da Verdade

29 de março (quinta-feira)
17:00 – A Última Sepultura em Dimbaza
19:00 – Um Grito de Liberdade

30 de março (sexta-feira)
15:00 – O Preço do Perdão
17:00 – Abouna
19:00 – Eu e Meu Branco

31 de março (sábado)
17:00 – Bal Poussiére
19:00 – Kodou

1º de abril (domingo)
15:00 – Rostos de Mulheres 
17:00 – Eu e Meu Branco
19:00 – Pessoas Classificadas


Segunda Semana

3 de abril (terça-feira)
15:00 – O Preço do Perdão
17:00 – Abouna

4 de abril (quarta-feira)
15:00 – Eu e Meu Branco
17:00 – Kodou

5 de abril (quinta-feira)
15:00 – Bal Poussiére
17:00 – A Última Sepultura em Dimbaza

6 de abril (sexta-feira)
15:00 – Abouna
17:00 – Pessoas Classificadas

7 de abril (sábado)
15:00 – Assassinato Sob Custódia
17:00 – Kodou

8 de abril (domingo)
15:00 – Abouna
17:00 – Eu e Meu Branco 



terça-feira, 27 de março de 2012

Dia Internacional do Teatro - Dicas de Workshops para Atores

Hoje é o Dia Internacional do Teatro. Em comemoração, deixamos aqui uma dica de três workshops para atores, divulgados no blog MAIS TEATRO:

As inscrições para os três workshops que serão oferecidos pela 4ª edição do Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre estão abertas até o dia 30 de março e podem ser realizadas na Coordenação de Artes Cênicas (Av. Erico Verissimo, 307), das 9h às 11h30 e das 14h às 17h30.

Para este ano, os cursos tem como temática a “formação”, valorizando a diversidade cultural do país como uma realidade. Estão previstas na programação os workshops “Construção Cênica e Atuação em Espaços Urbanos”, que será ministrado por Chico Pelúcio, um dos fundadores do Grupo Galpão; “A Cinética do Invisível”, com Matteo Bonfitto, ator, diretor e pesquisador teatral e “A Investigação sobre a Dramaturgia da Dança dos Orixás”, direcionado a atores e bailarinos, ministrado por Augusto Omolú, do Odin Teatret da Dinamarca. Além dos três cursos, acontecerá a palestra “Cultura popular: a provocação de novos olhares na dramaturgia de rua”, com um dos maiores expoentes da dramaturgia brasileira na atualidade Luiz Alberto de Abreu.

INSCRIÇÕES
até 30 de março
mediante a Entrega de Currículo e Carta de Intenção
Coordenação de Artes Cênicas
(Centro Municipal de Cultura, Av. Erico Veríssimo, 307 – Cep: 90160-181

O 4º Festival de Teatro de Rua acontece de 8 a 17 de abril. Confira a programação completa aqui.

WORKSHOPS

“Construção cênica e atuação em espaços urbanos”
Com Chico Pelucio, ator, diretor, gestor cultural e um dos fundadores do Grupo Galpão.
De 09 a 12 de abril, das 18h às 22h. 30 vagas

O Workshop prevê uma participação de artistas locais, para realizar um cortejo dentro do 4° Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre. O trabalho é realizado a partir da observação da energia, da velocidade, da intensidade, do ritmo cotidianos da rua. É elaborado com os atores, intervenções que possam alterar esse estado natural chamando a atenção do transeunte pela quebra do esperado. Experimentar possibilidades de intervenção urbana, da performance à composições coreografadas e coletivas, do silêncio à coros de vozes poéticas e urbanas. Do chão às possibilidades da verticalização que a cidade pode oferecer. Os participantes junto a Chico Pelúcio conduzirão o cortejo de abertura do festival pelas ruas de Porto Alegre no dia 13 de abril as 19h20, na Rua da Praia/Esquina Democrática e Largo Glênio Perez.


Chico Pelúcio é ator, diretor e gestor cultural. Integrante do Grupo Galpão desde 1984 destaca-se como ator no espetáculo Álbum de Família, de Nelson Rodrigues, 1990, e na direção da montagem de Um Trem Chamado Desejo, 2000. Sua trajetória é marcada pela atuação como gestor cultural, principalmente à frente do Galpão Cine Horto e na presidência da Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes). O encontro com o Galpão configura-se como um marco em sua carreira. A partir daí, participa de diversas montagens, em que o grupo desenvolve pesquisas de linguagem que passam pelo teatro de rua, pela commedia dell'arte e por textos de Nelson Rodrigues, William Shakespeare e Molière.

“A Cinética do Invisível”
Com Matteo Bonfitto, ator, diretor e pesquisador teatral.
De 08 a 09 de abril, das 10h às 16h. 30 vagas

O workshop “A cinética do invisível', ministrado por Matteo Bonfitto segue pela trilha aberta por Peter Brook e seus atores, em que o teatro se propõe a envolver o espectador em estados e espaços cênicos, nos quais os territórios das sensações e relações humanas do cotidiano se confundem com os espaços das vivências dramáticas como performação expressiva e representativa. Nessa caminhada, ao mesmo tempo exploratória e incorporadora, a arte teatral trabalha a cada espetáculo, as forças orgânicas à existência corporal, mental e espiritual do homem, remontando inclusive, às da ancestralidade no plano dos psiquismos e das projeções místicas, para chegar pela abdução estética ao que chama de cinética do invisível.


Matteo Bonfitto é ator, diretor, e pesquisador teatral. Cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Fez a graduação no DAMS - Departamento de Arte, Música e Espetáculo - da Università degli Studi di Bologna - Itália. É Mestre em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo ECA-USP, e Ph.D. pela Royal Holloway University of London - Inglaterra. Permaneceu de 2002 a 2006 na Europa com uma bolsa da Capes desenvolvendo uma pesquisa teórico-prática sobre o trabalho do ator no teatro de Peter Brook.

“A Investigação sobre a dramaturgia da dança dos orixás”
Para atores e bailarinos com Augusto Omolú – Odin Teatret (Dinamarca)
De 14 a 17 de abril, das 9h às 13h. 40 vagas


Augusto Omolu, um dos professores da ISTA (International School of Theatre Anthropology) e ator do Odin Teatret desde 2002, propõe um Workshop de investigação sobre a dramaturgia da dança dos Orixás (Candomblé brasileiro), com base nos princípios da antropologia teatral. O trabalho será focado na exploração das diferentes energias e no movimento que caracteriza o espírito de cada Orixá. Através de uma conexão mente-corpo, o workshop trabalha com a energia de resistência, a lógica interna do movimento, a coordenação de ritmo e precisão, a intensidade da unificação da imaginação com a dinâmica do corpo. O trabalho do ator é transformar a dança em teatro, sublinhando a diferença entre um corpo que se move e um corpo que é capaz de comunicar uma história. Como pode um mecânico movimento técnico ser transformado em um movimento orgânico? Qual é a diferença entre forma e / formação? Como podemos entrar na zona / extra ordinária, onde o invisível se torna visível, através do corpo humano?

Augusto Omolu nasceu em Salvador, Bahia e cresceu dentro do mundo religioso do candomblé, onde ele é Ogan (assistente de cerimonial). Começou a dançar em 1976 com o grupo Viva Bahia, dirigido por Emília Biancardi, e juntou-se a Castro Alves Ballet em 1981, onde participou de todas as produções da companhia e, muitas vezes como dançarino solo. Desde 1982 tem sido responsável por um curso de técnica Afro-Brasileira no Teatro Castro Alves. De 1983 a 1985 criou e dirigiu a Companhia Chama, trabalhando tanto como bailarino e coreógrafo. Augusto Omolu vem colaborando com a ISTA (International School of Theatre Anthropology) desde 1994 e desde 2002 ele vem trabalhando como ator na Odin Teatret, em espetáculos como: Andersens Dream, Great Cities under the Moon, Ur Hamlet, Ode to Progress. A sua performance solo, Oro de Otelo, vem acompanhado de percussão afro-brasileira e gravações de ópera, e é o resultado do encontro entre as raízes do Candomblé e técnica Odin Teatret.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Sábado e domingo agitados!

Oi, gente!

Neste sábado teremos a estreia de mais uma das peças da Escola de Teatro do Grupo Neelic: "A Alma Boa". As informações completas podem ser vistas na página do Grupo Neelic no Face: http://www.facebook.com/neelicgrupodeteatro.

Também estão disponíveis no blog da Escola:
http://escolateatroneelic.blogspot.com.br/

E, no domingo à tarde, teremos Usina Polifônica, mais uma vez.

Então, não há motivos para tédio: programa completo pra ninguém ficar em casa sozinho, reclamando da vida! Evoé! 





sexta-feira, 16 de março de 2012

E hoje... ARTE EM REDE

É hoje, pessoal, daqui a pouco!

Experiências entre Konic Thtr e GP Poéticas Tecnológicas

Com o objetivo de promover a reflexão sobre o uso das redes avançadas e da tecnologia para a produção de artes, especialmente criação de artes performativas, será lançado pela Comunidade MAPA D2, no dia 16 de março de 2012, as 13h (horário Brasília), o projeto Ação Reflexiva com a Videoconferência 'ARTE EM REDE: experiências entre Konic Thtr (Barcelona) e Grupo de Pesquisa Poéticas Tecnológicas (Salvador)', na sala 106 do  CPD - UFBA.
Esta é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Poéticas Tecnológicas da Universidade Federal da Bahia em parceria com o Konic Thtr e suporte do i2Cat (Espanha), RNP (Brasil) e RedClara. O encontro pretende compartilhar a experiência dos dois coletivos artísticos no desenvolvimento de performances em dança telemática, bem como promover um espaço reflexivo sobre o desafio da criação artística na Internet.
A videoconferência será transmitida de Barcelona - Espanha, e contará com salas em países como Portugal, México, Argentina, Chile, Colômbia e Bolívia. No Brasil participarão pesquisadores, artistas e profissionais das cidades de Salvador, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.
O projeto Ação Reflexiva realizará uma série de videoconferências para promover um diálogo sobre as linguagens artísticas e a cultura digital, bem como fomentar o intercâmbio de experiências no campo das artes mediadas pelas tecnologias.
A videoconferência será transmitida pelo site www.mapad2.ufba.br
SERVIÇO

O que: Videoconferência ARTE EM REDE: experiências entre Konic Thtr e GP Poéticas Tecnológicas
Quando: 16 de março de 2012, às 13h (horário de Brasília)
Onde: Sala 106 do  CPD - UFBA e transmissão online no site www.mapad2.ufba.br
Promoção: Mapa e Programa de Arte em Dança (e Performance) Digital - MAPA D2
Realização: GP Poéticas Tecnológicas (UFBA) e Konic Thtr (Espanha)
Informações: mapad 2.coordenacao@gmail.com
Visite o site: www.mapad2.ufba.br

MAPA E PROGRAMA DE ARTES EM DANÇA (e PERFORMANCE) DIGITAL
Grupo de Pesquisa Poéticas Tecnológicas
Profa. Ivani Santana - Direção
JK SANTOS - Coordenação
Thayna Lima - Gestão Cultural
www.mapad2.ufba.br/site
www.poeticatecnologica.ufba.br

Eventos culturais interessantes ainda em março

Olá!

Hoje trazemos dois eventos interessantes que ocorrerão ainda em março. Um deles é o espetáculo Altruístas, e o segundo, são cursos para atores com Daniel Alberti, que serão ministrados no espaço do Grupo Neelic.
Uma atração especial dos cursos é que a primeira aula é gratuita!

Aqui no blog do Grupo Neelic sempre tem dicas de programações e informações úteis sobre cultura e arte. Você já foi ao teatro este mês?

Abraços,

 


Os cursos para atores da Escola de Teatro do Grupo Neelic neste ano de 2012 serão ministrados por Daniel Alberti. Fique atento!

Núcleo de investigação de voz para o ator

O objetivo dessa oficina é trabalhar a palavra. Investigando os recursos vocais por meio de improvisos vocais e exercícios específicos, estimula-se a descoberta de potenciais criativos da voz e da palavra, levando o aluno a desenvolver um processo autônomo de construção e utilização da palavra cênica.
Trabalhar a pontuação, a criação de imagens com as palavras, a ação vocal, as ênfases, as atmosferas do texto, o ritmo, o registro sistematizado de partitura são algumas das matérias abordadas aqui.
O curso ocorrerá aos sábados, às 13h30min. Haverá um módulo especial no curso com a professora Isabel Setti, da Escola de Arte Dramática (EAD) da Universidade de São Paulo (USP).
O valor das mensalidades é de R$ 260,00. Estudantes da Escola de Teatro do Grupo Neelic e do DAD - UFRGS têm 50% de desconto. 


Núcleo de investigação de Dança-Teatro: 
Módulo 1 – Viewpoints, Movimento Imagem e Ideokinesis

Neste curso propõe-se vivenciar a técnica de improvisação trabalhada por Anne Bogard que possibilita um vocabulário para pensar e agir sobre movimentos, gestos e deslocamentos. Por meio da relação entre tempo e espaço, esta técnica treina performers/atores, potencializa a capacidade de improvisação corpóreo/vocal, cria material cênico para teatro e dança e amplia a consciência do interprete em cena.
O curso ocorrerá às quintas-feiras, 18h30min.
O valor das mensalidades é de R$ 260,00. Estudantes da Escola de Teatro do Grupo Neelic e do DAD - UFRGS têm 50% de desconto.