segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

“STRANGENOS FAZ ESTREIA NO ESPAÇO DO GRUPO NEELIC, NO USINA DAS ARTES"

            Após viajar por todo Brasil, por diversos países e ganhar diversos prêmios, o Teatro Labirinto traz agora a Porto Alegre o espetáculo Strangenos.  A peça, que completou três anos de existência, vem à capital gaúcha a partir de uma iniciativa de seu criador, Daniel Alberti, em parceria com o grupo teatral Neelic (Núcleo de Estudos e Experimentação da Linguagem Cênica). 

            A diretora do grupo Neelic, Desirée Pessoa, está muito satisfeita com esta realização e considera da máxima relevância que a cena teatral portoalegrense receba uma encenação que, nas palavras do diretor natural de Asunción, Victor Bogado Ayala, “A nivel internacional Strangenos es uno de los mejores espectáculos que hemos visto hasta el momento”. Ayala faz tal análise a partir do fato que o público participa durante toda a peça, fazendo com que cada apresentação seja diferente da outra. A reação do público é imprevisível, e isso concede à peça uma peculiaridade muito interessante.

            A experiência teatral Strangenos conta a história de migrantes em busca de um sonho. Tentando se encontrar num cotidiano distante de sua terra natal, embarcam numa viagem para dentro de si mesmo num novo cotidiano. Vivem num embate constante com problemas de comunicação, intermináveis interrogatórios, a solidão na velhice e a loucura das grandes cidades. Trás à tona o tema da migração, colocando em evidência os desencontros, preconceitos, discriminações, intolerância, dramas e conflitos. Talvez aí esteja o motivo de o público voltar a assistir e indicar para outras pessoas.

            Partindo de vivências próximas a todos, por meio de fatos, depoimentos e posições diferentes de uma mesma história, a peça busca um dialogo sobre o mundo e sobre si, propondo ao espectador reavaliar seus pontos de vista, em um jogo de identificação e distanciamento, aproximando seu interesse pelo diferente e lançando um olhar crítico sobre o conhecido, levando-o a refletir sobre o lugar que ocupa na sociedade, a forma como estabelece as relações e a importância da diferença e particularidade de cada um no mundo em que vivemos.

            Segundo Rafael Carvalho, jurado do Festival Nacional de Teatro de Congonhas, “É um trabalho de percepção, também improvisação e dinâmica que não podem passar despercebidos, sobretudo, o intérprete sabe que este é um espetáculo de toque na alma".

            Maiores informações sobre a apresentação do espetáculo podem ser encontradas em www.gruponeelic.com.br, ou pelos telefones do Neelic: 3391.5931 e 9274.9933. Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 20,00 na bilheteria da sala 504 da Usina do Gasômetro (João Goulart,551), com 50% de desconto para artistas, estudantes e idosos.


Não perca! Abaixo mais informações.
Beijos e até a próxima.

Serviço
O que: Strangenos (espetáculo de teatro)
Quando: 03, 04, 10, 11, 17 e 18 de março, às 20h
Onde: sala 504 da Usina do Gasômetro (João Goulart,551) – 5° andar
Quanto: R$ 20,00 na bilheteria da sala 504 da Usina, com 50% de desconto para artistas, estudantes e idosos. Estacionamento gratuito.
Quem: Teatro Labirinto
Ficha Técnica
Direção: Gina Monge
Atuação: Daniel Alberti
Texto: Gina Monge e Daniel Alberti
Iluminação e Sonoplastia: grupo Teatro Labirinto
Fotografia: Juliana Rodriguez

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nossas influências

Olá!

Um dos artistas que utilizamos aqui no Grupo Neelic como influência de nosso trabalho é Jerzy Grotowski.

Colocaremos por aqui, então uma série de informações sobre ele, oriundas de diferentes fontes de pesquisa.

Abaixo, seguem primeiros registros, de caráter biográfico!

Abraços,




Jerzy Grotowski

Famoso diretor de teatro polaco nascido em Rzeszów, sudeste da Polônia, inovador do teatro do século XX e cujas idéias deixaram marcas profundas nos movimentos de renovação teatral em várias partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos.

Graduou-se na escola dramática estatal de Cracóvia (1951-1955) e, em seguida, foi estudar direção no Instituto de Artes Dramáticas Lunacharsky, o GITIS, em Moscou (1955-1956), onde aprendeu técnicas de atuação e direção com grandes nomes do teatro soviético como Stanislavsky, Vakhtangov, Meyerhold e Tairov. De volta à Polônia, continuou estudando direção e debutou (1957) no Stary Teatr, em Cracóvia, colaborando com Aleksandra Mianowska, na produção de Eugene Ionesco, As cadeiras.

No ano seguinte (1958) dirigiu uma produção workshop de Prospero Mérimée, O diabo feito uma mulher. Depois de dirigir Bogowie deiszkzu, de Jerzy Krzyszton, no Teatr Kameralny, e Uncle Vanya, de Anton Chekhov, no Stary Teatr, ambos em Cracóvia, passou a fazer parte do Teatro Laboratório, fundado nesse mesmo ano (1959), em Opole.

Grotowski

Defendendo uma teoria teatral que ele mesmo definiu em seus escritos como teatro pobre, o diretor polonês propôs maior participação do público, idéia aplicada em suas primeiras montagens.

Dirigiu textos clássicos, como Fausto (1963), Hamlet (1964) e O príncipe constante (1965), de Calderón de la Barca e fundou em Varsóvia o Teatro Laboratório Polonês (1965), grupo que dirigiu em várias produções de sucesso na Europa e apresentou-se pela primeira vez em Nova York (1969) com grande sucesso.

Foi nomeado Full Professor da Ecole Supérieure d'Art Dramatique in Marseille (1971). Dirigiu outras peças nos Estados Unidos e fundou a American Institution for Research and Studies into the Oeuvre of Jerzy Grotowski, com o objetivo de popularizar suas idéias inovadoras nos USA. Regressou à Polônia (1980) onde montou O teatro das origens, produção de fundo antropológico com a qual se apresentou em diversos países.

Mudou-se para os EEUU (1982) onde foi professor na Columbia University, em New York, e depois professor na University of California (1983). Fixou-se em Cracóvia (1984), mas pouco depois mudou-se para Pontedera, Itália (1985), onde morreu. Ganhou várias homenagens internacionais e nacionais na Polônia, foi Doutor Honorário das Universidades de Pittsburgh (1973), de Chicago (1985) e de Cracóvia (1991) e nomeado Professor do College de France (1997).


Fonte: http://www.caleidoscopio.art.br/

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Oscar 2012

Olá,


No próximo domingo, dia 26 de fevereiro, teremos mais uma edição do Oscar. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood supreendeu os fãs do cinema com alguns indicados.

Com 11 indicações, o filme de Martin Scorsese "A Invenção de Hugo Cabret" lidera a lista!
Já o excêntrico  "O Artista" tem 10 indicações. Um detalhe curioso para ressaltar aqui é que enquanto o longa americano do Scorsese se passa na Paris dos anos 30, "O Artista", filme francês, conta a história de um ator hollywoodiano em decadência com a chegada do cinema falado.


O Homem que mudou o Jogo tem seis indicações. E vejam que bacana: Sérgio Mendes e Carlinhos Brown concorrem ao prêmio de melhor canção original, pelo tema da animação "Rio".

Então todo mundo já sabe!


Dia 26 de fevereiro é dia de Oscar na telinha. Fica ligado (a) nas redes do Neelic (face e twitter) que vamos fazer a cobertura completa do evento. E não esqueçam que neste dia também irá mudar o horário de verão, assim todos ganharão mais uma horinha pra curtir a entrega da estatueta e conferir as celebs no tapete vermelho.

Bjos,

Suelen Gotardo
Grupo Neelic




Melhor filme

"Cavalo de guerra"
"O artista"
"O homem que mudou o jogo"
"Os descendentes" 
"A árvore da vida"
"Meia-noite em Paris"
"História cruzadas"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tão forte e tão perto"  


Melhor ator

Demián Bichir - "A better life"
George Clooney - "Os descendentes"
Jean Dujardin - "O artista"
Gary Oldman - "O espião que sabia demais"
Brad Pitt - "O homem que mudou o jogo"

Ator coadjuvante

Kenneth Branagh - "Sete dias com Marilyn" 
Jonah Hill - "O homem que mudou o jogo"
Nick Nolte - "Warrior"
Max Von Sydow - "Tão forte e tão perto"Christopher Plummer - "Beginners"




  

Melhor animação

"A Cat in Paris"
"Chico & Rita"
"Kung Fu Panda 2"
"Gato de Botas"
"Rango"


Melhor atriz

Glenn Close - "Albert Nobbs"
Viola Davis - "Histórias cruzadas"
Rooney Mara - "Os homens que não amavam as mulheres"
Meryl Streep - "A dama de ferro"
Michelle Williams -"Sete dias com Marilyn

Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer - "Histórias cruzadas"
Bérénice Bejo - "O artista"
Jessica Chastain - "Histórias cruzadas"
Janet McTeer - "Albert Nobbs"
Melissa McCarthy - "Missão madrinha de casamento" 


Melhor roteiro original

"O artista"
"Missão madrinha de casamento"
"Margin Call"
"Meia-noite em Paris"
"A separação"


Trilha sonora original

"As aventura de Tintim" - John Williams
"O Artista" - Ludovic Bource
"A invenção de Hugo Cabret" - Howard Shore
"O espião que sabia demais" - Alberto Iglesias
"Cavalo de guerra" - John Williams

Canção original
"Man or Muppet", de "Os Muppets", música e letra de Bret McKenzie
"Real in Rio", de "Rio", música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett


Maquiagem

"Albert Nobbs"
"Harry Potter"
"A dama de ferro"

Direção de arte
"O artista"
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Meia-noite em Paris
"Cavalo de guerra"  


Fotografia

"O artista"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"A árvore da vida"
"Cavalo de guerra"

Figurino
"Anonymous" 
"O artista"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Jane Eyre"
"W.E."




Diretor
Michel Hazanavicius - "O artista"
Alexander Payne - "Os descendentes"
Martin Scorsese - "A invenção de Hugo Cabret"
Woody Allen - "Meia-noite em Paris"
Terrence Malick - "A árvore da vida"

Documentário (longa-metragem)
"Hell and Back Again"
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
"Paradise Lost 3: Purgatory"
"Pina"
"Undefeated"

Documentário (curta-metragem)
"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
"God Is the Bigger Elvis"
"Incident in New Baghdad"
"Saving Face"
"The Tsunami and the Cherry Blossom"

Edição
"O artista"
"Os descendentes"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"

Melhor filme em língua estrangeira
"Bullhead" - Bélgica
"Footnote" - Israel
"In Darkness" - Polônia
"Monsieur Lazhar" - Canadá
"Separação" - Irã 




Curta-metragem de animação

"Dimanche"
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" 
"La Luna" 
"A Morning Stroll" 
"Wild Life" 

Curta-metragem
"Pentecost" 
"Raju" 
"The Shore" 
"Time Freak" 
"Tuba Atlantic" 

Edição de som
"Drive" 
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"

Mixagem de som
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"
"Transformers: o lado oculto da lua" 
"Cavalo de guerra"

Efeitos visuais
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Gigantes de aço"
"Planeta do macacos"
"Transformers: o lado oculto da lua"

Roteiro adaptado
"Os descendentes"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tudo pelo poder"
"O homem que mudou o jogo"
"O espião que sabia demais"




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Momentos Neelic


Neste último sábado, dia 11/02, tivemos mais uma edição do Sarau do Grupo Neelic, realizado na sala 504 da Usina do Gasômetro. Foi L/I/N/D/O!! Confira algumas fotos abaixo.






domingo, 12 de fevereiro de 2012

Arte e Educação

Estão rolando no Face 2 imagens sobre as quais podemos pensar algumas coisas:



Resolvemos fazer este post numa tentativa de expandir o tema. Este tipo de discussão é bastante comum  dentro das portas das universidades, mas pouco se fala sobre educação, arte e cultura (de forma aprofundada) fora deste contexto.

Como bons brasileiros que somos, em festas e situações sociais discutimos política, futebol e religião. Mas quem está preocupado com a educação, por exemplo?

Já notaram o quanto estes temas são ausentes da vida da maioria das pessoas?

Tomando como ponto inicial o quadrinho azul, ali em cima, com a frase do Freire. Acreditamos fortemente, aqui no Grupo Neelic, que se nosso país investisse mais em educação do que em todas as outras coisas, possivelmente uma parte significativa dos problemas sociais que enfrentamos seriam resolvidos. Afinal, uma pessoa que teve uma educação de excelência sabe que tem DIREITO À SAÚDE em nosso país, sabe que pode gerar trabalho para si de diversas formas, não ficando à mercê dos problemas de DESEMPREGO, sabe que tem DIREITO À SEGURANÇA, e por aí vai.

Mas acontece que não é do interesse da elite e do poder que a grande maioria da população tome ciência destas coisas - e por isso não se investe em educação e cultura (a arte entra aqui como forma de desenvolvimento cultural). Uma pessoa que tem seu pensamento fortemente desenvolvido, afinal de contas, não se deixa manipular. E se não se deixa manipular, sabe que não pode simplesmente votar nos políticos que temos e achar que está tudo bem. E se não está tudo bem, esta pessoa toma atitudes para que fique tudo bem, afinal, este é o país onde mora. E aí... já pensou se todos os habitantes do Brasil resolvessem perceber que não está tudo bem e realmente fazer algo a respeito? É bastante utópica esta possibilidade, mas é notório que mesmo assim é uma possibilidade muito temida. Daí a falta de investimento real em educação no nosso país.

Na França, por exemplo, os professores recebem salários que significam oito vezes o valor que os professores brasileiros. Na frança os shows de música internacionais, por exemplo, custam 1/5 do valor que custam aqui. Você já se perguntou o motivo de eventos artísticos de grande porte serem tão inacessíveis à maioria das pessoas por aqui?   

Especificando a discussão, tomemos o quadrinho preto, ali em cima, abaixo do azul. Ele fala sobre a arte nas escolas. Você já se deu conta que a arte nas escolas muitas vezes é trabalhada por professores de ensino religioso, ou de português? Pessoas que não têm a qualificação necessária e muitas vezes traumatizam seus alunos com "fichas de leitura encenadas", mas sem ter noção de como trabalhar com teatro na escola. A direção, os professores e grande parte dos pais, só querem ver suas crianças vestidas de Ave-maria e José no fim do ano, em bizarras comemorações natalinas, e não percebem que seus filhos muitas vezes ficam se escondendo atrás de outras crianças, sofrendo por estarem sendo expostas em um palco para o qual não foram preparadas. 

Minha gente, uma única afirmação, de quem pode fazê-la: isso não é, nunca foi, nunca será teatro na escola. Os professores de teatro levam quatro anos, para quem não sabe isso, se preparando para o ambiente pedagógico necessário. Professores de outras áreas não têm esta capacitação. Crianças não devem ser expostas desta maneira. O aprendizado em teatro na escola é outra coisa muito diferente. Ele se dá no dia-a-dia, em jogos pedagógicos na sala de aula, que têm objetivos muito bem elaborados por quem se preparou para isso. Para possibilitar que estudantes se desenvolvam através do teatro. Não para expôr e traumatizar. Crianças, jovens e adultos que fazem aulas de teatro (com professores qualificados) têm um processo cognitivo melhor do que outras ao longo de suas vidas. Aprendem valores como cooperação, na contramão da competição. A cooperatividade garante maiores sucessos na vida do sujeito do que a competição. Mas nada disso tem a ver com obrigar uma pessoa a estar no palco. Isso se dá no seio de um ambiente de confiança onde são feitos exercícios - entrar em cena deverá ser sempre uma consequência deste processo, e uma escolha individual.

Sem mais por enquanto, pois os argumentos, questionamentos e pontos a se rever são tantos que aqui não cabem, lembramos que o Grupo Neelic, além do trabalho profissional com espetáculos de teatro, mantém uma escola de teatro, a Escola de Teatro do Grupo Neelic. Estes temas nos importam porque estamos sempre pensando e repensando nossa arte e nossos métodos.

Fique à vontade para nos enviar materiais, participar de nossas discussões, enfim, colaborar de alguma forma. Abraços e até a próxima!

  
    

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

SARAU neste sábado 11/-2


Vale música, poema, prosa, cantar, dançar..enfim! Basta trazer a "arte" que está presente em você! 
Esperamos!!!

Pra entrar no clima!
"Se te pareço noturna
e imperfeita
Olha-me de novo.
Porque esta noite
Olhei-me a mim,
como se tu me olhasses
E era como se a água
Desejasse..." 

>> Hilda Hilst <<

O poder da criatividade

Por: Celso Sisto

Todo mundo pode ser criativo. A invenção deveria ser incentivada o tempo todo! Na família, na escola, na sociedade. Mas nem sempre é assim, às vezes, mais fácil – resta saber para quem? – é seguir o que já existe, usar o que já está pronto, imitar o que a maioria faz. Será?!!!!

Menina acostumada a participar de concurso de carnaval e perder todo ano, decide bolar sua própria fantasia. Toma posse de algumas peças no guarda-roupa da mãe, faz um mistério danado e só na hora do baile, deixa que os outros conheçam sua diabólica criação de... DIABO!  Para surpresa de todos, neste ano o resultado é bem diferente! E o prêmio, uma bicicleta novinha!

É a própria personagem principal quem conta a história. Portanto, a história já aconteceu e é agora um fato guardado na memória. História contada assim pelo “sujeito” que a viveu tem um sabor todo especial!

E sabor especial tem também os carnavais de antigamente. Desde as clássicas fantasias (havaiana, odalisca, tirolesa, melindrosa, etc.) até os sacos de confetes e serpentinas. Quem nunca viveu isso, pode conhecer um pouquinho através dessa divertida história. E principalmente, animar-se para fazer contato com as marchinhas de carnaval!

As histórias de Lúcia Fidalgo parecem que foram escritas para serem contadas em voz alta. Esta, principalmente, tem um ritmo gostoso, uma duração precisa e um clima leve e pra cima. A autora é contadora de histórias do grupo Morandubetá (Rio de Janeiro) e escreve a partir de sua prática de narradora oral.
As ilustrações de Ivan Zigg, sempre com seu traço bem humorado e com jeito de história em quadrinhos, tornam o livro ainda mais engraçado.

Ao final do livro há um pequeno texto contando a história do carnaval, feito na medida para os pequenos leitores.

Depois, é só sair cantarolando “A minha fantasia de diabo, só falta o rabo, só falta o rabo...”, na engraçada letra de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, grandes mestres carnavalescos!




FIDALGO, Lúcia. É com essa que eu vou. Ilustrações de Ivan Zigg. São Paulo, Larousse, 2008. 24 p.

Mais info no site: http://www.artistasgauchos.com.br/