quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tem uma coisa que eu vi...

Este ano que passou eu vi vídeos e matérias muito ricas na internet sobre um artista belga chamado Jan Fabre, e deixo aqui alguns materiais para compartilharmos um pouco da arte que anda pelo mundo.

Abaixo, segue primeiramente um vídeo e, em seguida, uma breve descrição de quem é o encenador e artista visual, e uma matéria que saiu no Estadão com uma fotografia.

Desirée Pessoa.

 


Jan Fabre nasceu em 1958 em Anvers na Bélgica, onde vive e trabalha. Ele é um desenhador, escultor, coreografo, e encenador. A polimorfia do seu trabalho faz dele um artista inclassificavel no mundo das artes.

Fonte: http://www.joaoleitao.com/viagens/2008/03/19/museu-louvre-exposicao-paris/


Jan Fabre, a arte de um belga fascinado pelo grotesco'Umbraculum - Jan Fabre' é uma exposição itinerante pela América do Sul que chega ao Instituto Tomie Ohtake
12 de agosto de 2010

Maria Hirszman - Especial para O Estado de S. Paulo



Obra de impacto usa fatias de ossos humanos em escultura e faz referência a símbolos como poder e religião. Foto: Hélvio Romero/AE

Diversidade de meios e síntese poética: esses parecem ser os dois principais critérios para a escolha das 19 obras do artista belga Jan Fabre que compõem sua exposição itinerante pela América do Sul, iniciada há dois anos no Chile e que chega ao Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A mostra passeia pelos grandes temas, materiais de predileção e associações recorrentes na produção do artista, propondo uma espécie de resumo amplo de sua trajetória. Com mais de 30 anos de carreira, Fabre é um dos grandes nomes da arte contemporânea europeia - e não apenas no restrito campo das artes visuais, mas também com uma sólida e polêmica trajetória na cena teatral -, mas só expôs antes no Brasil em 1991, participando da 21.ª Bienal de São Paulo.

Talvez a expressão mais utilizada para definir a obra de Fabre seja "metamorfose". Não necessariamente por seu fascínio com o mundo dos insetos (as carapaças dos escaravelhos, com sua rigidez protetora e seus sedutores tons de azul e verde, estão entre suas matérias-primas prediletas), mas em função de uma certa ambiguidade em sua obra, uma transitoriedade permanente entre campos opostos, como beleza e repulsa, interioridade e exterioridade. "A imagem transcendente do mundo de Fabre incorpora diferentes temporalidades, que se encontram em um tempo presente: ao mesmo tempo que dão conta da impossibilidade de localizar essas temporalidades em um único ponto, também falam da impossibilidade de fechar em compartimentos excludentes conceitos como sujeito e mundo, interior e exterior", explica a curadora da mostra, Beatriz Bustos.

Como é possível, Fabre mescla um forte apelo à sensualidade com um fascínio pelo grotesco. Concebe, por exemplo, um arremedo de festim, associando cachorros empalhados (segundo ele animais abandonados, vítimas de atropelamento e outras vicissitudes) a feéricos enfeites de festas infantis. A instalação Carnival of the Dead Steetdogs, uma das primeiras que o artista faz com animais empalhados, é um carnaval, lúgubre, sombrio. E belo. Ele também mescla referências à intimidade mais absoluta - lançando mão de fluidos pessoais como sangue e esperma como materiais de desenho (ver obras como Sperm of the Parrot e My Body, My Blood, My Landscape, ambas de 1978) a um interesse permanente por questões históricas e filosóficas.

Uma das obras mais antigas da exposição, a escultura Me Dreaming, de 1978, retrata o próprio artista sentado à mesa, diante de um microscópio, como que concentrado em algum desafio, ou sonho, como sugere o título. Recobertos de tachinhas douradas, a figura do homem e todos os objetos presentes criam um misto de atração e repulsa; uma carapaça protetora e ameaçadora. Um outro detalhe da peça chama atenção: os pedaços de presunto cru amarrados nas pernas do homem, da cadeira, da mesa. É como se o artista repetisse, mais uma vez, a inversão entre o interior e exterior, deixando à mostra - por trás da carapaça - o interior de carne sanguinolenta. Não deixa de ser uma maneira de explicitar que o sentido da vida se expressa não apenas no ser humano mas naquilo que o cerca.

Outra obra de grande impacto, que participou da antológica exposição do artista há dois anos no Louvre, é Umbraculum, a Place in the Shadow to Think and Work (Um Lugar na Sombra para Pensar e Trabalhar), de 2001. A escultura, que dá título à mostra, recria com fatias de ossos humanos um traje que parece de um monge - ou monja -, inserindo-o num contexto bizarro de aparelhos para deficientes, lâminas de serra, etc... Além da evidente referência a símbolos entrecruzados de poder e religião - o termo umbraculum, que dá título à mostra, designa tanto uma espécie de guarda-sol, usado como atributo papal, como um molusco marinho -, a instalação brinca com um tipo de inversão bastante presente na produção de Fabre: ressituar o esqueleto humano não mais como estrutura mais íntima, mas como carapaça.

Há nessas obras tridimensionais de maior impacto uma evidente inter-relação com sua experiência teatral, apesar de Fabre afirmar que as artes visuais e as cênicas são meios distintos e que não há nenhuma inter-relação entre suas peças de teatro, trabalhos performáticos e obras visuais. Na verdade, Fabre transita com tranquilidade pelos mais diferentes meios e operações, indo do mais simples desenho a uma série de trabalhos em DVD. Muitas vezes é do contraste entre essas linguagens que ele obtém a atenção do observador. Também são bastante impactantes seus trabalhos em grande escala, como a ocupação do suntuoso salão do palácio real de Bruxelas com escaravelhos (instalação que consumiu três anos de trabalho e 1,4 milhão de cascas do animal) ou quando pinta a fachada de um palácio em Salzburg com tinta de caneta Bic, transformando tanto a fachada como a imagem de seu reflexo no espelho d’água em poesia visual.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,jan-fabre-a-arte-de-um-belga-fascinado-pelo-grotesco,593709,0.htm

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Diário Virtual do Neelic

Gente, mais uma dica de curso, mas esse é de teatro!
Participem, pois o trabalho da UTA é excelente!
Desirée Pessoa.


A USINA DO TRABALHO DO ATOR promove
Oficina: A IMPROVISAÇÃO COMO PROCEDIMENTO DE CRIAÇÃO: DO TREINAMENTO À CENA.

O trabalho, bastante intensivo, busca proporcionar aos interessados o contato com técnicas de trabalho corporal, vocal e improvisação, desenvolvidas pelo grupo que visam a disponibilizar o corpo para o trabalho cênico, bem como estimular a criação de um repertório de ações que sirva de base para a criação. A oficina visa, também, propor um espaço no qual aqueles que buscam instrumentalizar-se, possam fazer sua preparação com exercícios físicos voltados para o trabalho teatral.  A utilização das estratégias de treinamento físico e vocal abordadas pela Usina do Trabalho do Ator irá direcionar para o trabalho de improvisação como criação da ação e da cena. Ao final do curso, será entregue um certificado aos participantes que tiverem 75% de presença.

Quando: 11, 12, 13, 18, 19 e 20 de janeiro (terças, quartas e quintas, das 09h30minh às 13h).
Onde: Cia de Arte - Rua dos Andradas, 1780. Centro.

A oficina é gratuita e serão oferecidas 20 vagas. Interessados devem enviar currículo e carta de intenção para annafuao@yahoo.com.br.

Informações através do mesmo e-mail ou pelos telefones 3392 4018 / 9896 6272 com Anna Fuão.

Diário Virtual do Neelic

Gente, essa é para quem se interessa em textos sobre artes visuais. Fica a dica!

Desirée Pessoa.

"Maria Helena Bernardes ministra o curso 'Elaboração de Textos na Área de Artes Visuais', a partir do dia 21, das 15 às 18h, no Arena Cursos (João Telles, 379/102). O participante será orientado a formular textostendo como foco segmentos da produção artóstica de sua escolha, para produzir projetos e monografias em artes visuais. Detalhes: melissa@arena.org.br." (Fonte: Jornal Correio do Povo, Porto Alegre, 04.01.2011)

Tem uma coisa que eu vi...

Na imprensa dessa semana, foram divulgada duas mortes de artistas por câncer. Achei que devia postar aqui, como homenagem.

Desirée Pessoa.

Morre aos 65 anos o músico gaúcho Geraldo Flach
Pianista sofria de câncer e estava internado no Hospital Mãe de Deus

Morreu na tarde desta segunda-feira um dos principais músicos gaúchos: o pianista Geraldo Flach, aos 65 anos, em consequência de um câncer no mediastino, na região do tórax. O músico estava internado no Hospital Mãe de Deus desde o final de novembro, devido a problemas respiratórios decorrentes da doença, que ele vinha enfrentando desde o ano passado.

Flach passou por tratamentos de quimioterapia e radioterapia ao longo de 2010. O que não o impediu de seguir em plena atividade. Em junho passado, por exemplo, participou em Pelotas do primeiro festival de jazz da cidade, evento que teve o instrumentista como padrinho. Em outubro, lançou o CD Vivências, em parceria com o cantor Victor Hugo, a partir de composições de Mario Barbará e Sergio Napp e, no mês seguinte foi convidado especial de um show de Ivan Lins em Porto Alegre.

Lins foi um dos principais parceiros na longa trajetória de Flach, que alcançou projeção ainda na década de 60 como pianista, compositor e arranjador. Entre colaborações com artistas como Elis Regina, Nana Caymmi e Djalma Corrêa, participou de festivais, lançou discos e compôs, entre outras, a trilha sonora do premiado filme Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado.


 
Músico morreu nesta segunda-feira - Gabriela M. O, Divulgação 

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/dsm/19,0,3163495,Morre-aos-65-anos-o-musico-gaucho-Geraldo-Flach.html



Morre Postlethwaite
Morreu neste domingo (2) o ator Pete Postlethwaite, informa a agência britânica Press Association. Ele tinha 64 anos. Segundo Andrew Richardson, amigo de longa data do ator, Postlethwaite faleceu após passar por um longo período doente em um hospital de Shropshire, na Inglaterra. Ele recebia tratamento contra um câncer.

Um dos principais atores britânicos, Peter William Postlethwaite nasceu numa família católica do nordeste da Inglaterra, na cidade de Warrington. Estudou interpretação na escola de teatro Bristol Old Vic e trabalhou como chaveiro para se sustentar. Depois se juntou à Royal Shakespeare Company durante os anos 80. Sua atuação como Giuseppe Conlon em "Em nome do pai" lhe valeu uma indicação ao Oscar em 1994 como melhor ator coadjuvante.

Recentemente, atuou em "A origem" (2010), de Christopher Nolan. Outros de seus trabalhos incluem "Os suspeitos" (1995), "O mundo perdido - Jurassic Park" (1997) e "Amistad" (1997), os dois últimos dirigidos por Steven Spielberg. Em uma declaração, Spielberg disse que considerava Postlethwaite "o melhor ator do mundo". Ele foi condecorado com a medalha da Ordem do Império Britânico em 2004.

O ator Pete Postlethwaite em 2004 (Foto: AP)
Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/01/morre-o-ator-pete-postlethwaite-diz-agencia.html

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Diário Virtual do Neelic

Acabo de lembrar que o filme sobre Pina Bausch estreia este ano. Deixo aqui, então, um material sobre ele, pois não podemos perder!

Desirée Pessoa.


Documentário de Wim Wenders sobre Pina Bausch chegará aos cinemas em 2011
O documentário em 3D "Pina", no qual o cineasta Wim Wenders aborda o legado da coreógrafa alemã Pina Bausch, será lançado na Alemanha em 2011.
Wenders em frente à Ópera de Wuppertal


Quatro meses após a morte de Pina Bausch, o cineasta Wim Wenders iniciou as gravações do documentário Pina sobre o trabalho da coreógrafa alemã.

O filme será gravado com a tecnologia tridimensional utilizada em filmes de animação de Hollywood, como Toy Story e Idade do Gelo 3, com efeitos especiais que provocam que o espectador se sinta dentro do filme.
Wenders e Bausch

De acordo com o cineasta, a nova tecnologia permite transportar o público diretamente ao palco.

Em Wuppertal, cidade que sedia a companhia que a coreógrafa dirigiu por 35 anos, até sua morte em junho  de 2009, Wenders apresentou o projeto do documentário. "O telespectador terá a oportunidade de ver a coreografia e a dança de Pina Bausch como se estivesse sentado na primeira fila no teatro", disse o cineasta.

Filmagens já começaram

Wenders começou as gravações do documentário com a encenação das coreografias Café Müller e Das Frühlingsopfer  (A Sagração da Primavera). Em fevereiro de 2010, o diretor gravaria a peça Kontakthof. Segundo Wenders, a tecnologia tridimensional pela primeira vez fará jus às coreografias criadas por Bausch, pois possibilita registrar os movimentos dos bailarinos sobre o palco de uma forma completamente nova.
A coreógrafa em 2008

Há 20 anos, Wenders teve a ideia de fazer um documentário sobre a obra de Bausch, após assitir a várias de suas obras em Veneza. "Mas me dei conta de que a gravação com uma câmera de filme tradicional deixaria algo de lado", lembra ele. "A tela do filme em duas dimensões não foi capaz de captar nem emocionalmente nem esteticamente o legado de Pina Bausch", disse Wenders.

O diretor decidiu retomar os planos de filmagem utilizando a tecnologia 3D após a morte da coreógrafa. O filme, que será uma coprodução teuto-francesa, deverá estar pronto para ser exibido nos cinemas alemães em 2011.

Preservar o legado de Bausch

Os bailarinos da companhia de Pina Bausch disseram estar satisfeitos com o trabalho do cineasta, uma vez que a tecnologia 3D irá preservar a coreografia desta que é uma das precursoras do teatro-dança.

"Sou muito grato pela produção do documentário", disse o francês Dominique Mercy, que dirige a companhia juntamente com o alemão Robert Sturm, que foi assistente artístico de Pina Bausch durante dez anos. "É uma tarefa difícil levar às telas o trabalho de Pina, mas estamos contentes por um cineasta como Wim Wenders ter se encarregado disso", disse Sturm.
 'A Sagração da Primavera'

Bausch revolucionou a linguagem da dança moderna e foi aclamada internacionalmente. Sua morte causou consternação em vários países do mundo. "Ela sempre me inspirou, nossa amizade era muito intensa, era uma mulher muito feminina e sensual", comentou o cineasta espanhol Pedro Almodóvar após sua morte. A coreógrafa aparece em uma cena de Fale com ela, dirigido pelo cineasta espanhol.

Pina Bausch faleceu aos 68 anos, cinco dias após ser diagnosticada com câncer no dia 30 junho de 2009.

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4878517,00.html